terça-feira, 10 de março de 2015

OS ORIXÁS E SEUS PODERES



OS ORIXÁS E SEUS PODERES



Orixás são os poderes da natureza, diferenciados pela energia do elemento(agua,fogo,terra,ar e etc...) que o mesmo comanda.

Quando cultuamos nossos orixás, cultuamos também as forças elementares oriundas da água, da terra, do ar, do fogo, e dos astros. Essas forças em equilíbrio produzem a energia revitalizante que chamamos de axé, que nos auxiliam em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino, se torne cada vez mais favorável ao desempenho de nossa missão nesta passagem terrestre.

Estas forças pertencem a criação do grande pai chamado por nós em nossa religião de OLORUN, Obatala, Zambi e etc..., cuja tradução quer dizer Deus Supremo.

Cada força da natureza é representada por um determinado orixá. Os orixás nos deram segredos e fundamentos os quais utilizamos para diminuir a distância do plano material para o plano espiritual e melhorar a comunicação com os orixás, comunicação essa que preservamos e utilizamos não sómente para nós, más também em benefício de todos aqueles que nos procuram.

Cada orixá possue ligado ao seu centro de poderes, seus locais que são os seus centros de força, as suas cores, as suas canções as quais representam as suas orações de invocação, as suas ferramentas, símbolos e sinais cabalísticos e uma infinidade de fundamentos os quais não são propriedades de nenhuma religião mas antes pertencem a DEUS e ao Orixá.

Isto quer dizer que a UMBANDA DA NATUREZA não copiou o Católico, o Candomblé ou a Cabala Judaica ou A ou B, mas antes utiliza os fundamentos da forma como lhe foi dada pelos instrutores Espirituais, se algo já é utilizado em outro movimento religioso e também é utilizada na UMBANDA DA NATUREZA e foi modificado, é porque assim foi ordenado e com certeza existe uma explicação religiosa e científica.



Para a UMBANDA DA NATUREZA, OLORUN, Baba-Ifá e Oxalá representam o centro gerador do universo.



Ogum representa a eterna luta a favor da paz universal, a luta do espirito contra a matéria, a luta do ser humano para a sua purificação assim como acontece com o aço e o ferro quando são aquecidos e transformam-se em ferramentas cada vez melhores, assim é a luta de OGUM a favor do ser humano para que nos transformemos em pessoas melhores, através das lutas, das guerras, dos derramamentos de sangue, através das disputas , com o poder do ferro e do aço que é dominado por OGUM, com as sete espadas de OGUM, as sete forças de OGUM,o senhor do número 7. Pelas forças de OGUM todos renascemos melhores em espírito, e de renascimento em renascimento, de trasnformação em transformação, chegamos mais perto do ALFA, mais perto do mais que perfeito, mais perto da luz mais branca que o Universo pode conceber, pois foi concebido por ELE o nosso PAI CRIADOR DO INFINITO. .



Xangô, o fogo virginal, o fogo que não queima mas aquece,alimenta e dá vida ao espírito, Xangô o senhor da energia criadora infinita, a coluna vertebral do planeta, senhor das cordilheiras , montanhas e picos que estão acima e abaixo das águas. Xangô o fogo espiritual que aquece todas as vidas, Xangô senhor do sol, dos vulcões, energia geradora do equilibrio e por analogia senhor da justiça, pois aceita sómente o equilibrio desta forma quem clamar por Xangô, tem que estar ciente de que está em desequilibrio, pois Xangô vai equilibrar a balança a seu favor.



Oxosse, a força geradora de alimentos do planeta, a energia que envolve as florestas soturnas que são derrubadas mas que pela força de Oxosse sempre estão resurgindo, Oxosse representa também os animais desde o menor inseto até o grandioso elefante ou o poderoso tigre e o magestoso leão, a maravilhosa borboleta Monarca que viaja 3000 kilômetros, tudo isto é oxosse e muito mais.



Oxum, comanda a água doce e comanda a fertilidade dos seres vivos, está presente eternamente no nascimento e na evolução da vida em todo o planeta;



Iansã representa o raio, a tempestade, o movimento do ar, as correntes de ar frias e quentes que alimentam o planeta e faz com que as estações aconteçam..



Iemanjá,comanda as águas principalmente a água salgada, tem poder sobre a eterna reconstrução e circulação da vida no planeta.



Obaluayê e Omulu, o Rei da Terra. O Orixá controlador da vida e da morte do corpo e sua eterna transformação , controlador das doenças que assolam a humanidade em grande escala, dono das doenças que afetam a pele dos humanos como a bexiga e a varíola, médico dos pobres no sentido humanitário e curador das doenças com causas impossíveis.



Nanã, comanda a junção da água com a terra que forma o barro, está presente junto com Obaluayê e Yemanjá, como a matriz geradora dos seres vivos da terra, também está presente na formação dos seres humanos desde a formação do primeiro ser vivo no planeta terra.



O Orixá Exu controla o polo negativo, que representa a ligação mágica entre o homem-matéria e a terra, Exu é aquele que abre os caminhos e pode atrair a prosperidade , como também tem poder para fechar os caminhos e atrair os acontecimentos ruins conforme nosso interior cria, deseja e quer que as coisas aconteçam. Exu é o princípio dinâmico de individualização e distribuição do axé.

O Pólo Positivo ordena e o Pólo Negativo executa.


Pai Valdevino de Alafin

Prece de Cáritas



Prece de Cáritas
Deus Nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai forças aqueles que passam pela provação, dai luz aqueles que procuram a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus!...Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai!...Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, a criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor!...Que a Vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes. Piedade, Senhor para aqueles que não vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores, derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé!
Deus!... Um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra; deixai-nos beber nas fontes águas dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento, subirá até Vós como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos.
Oh, bondade, oh beleza, oh perfeição! E, queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia.
Deus!...Dai-nos a força de ajudarmos o progresso, a fim de subirmos até Vós.
Dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão. Dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se deve refletir a Vossa Santa e Bendita imagem.
Que assim seja!      

Prece pela Desobsessão



Prece pela Desobsessão

Meu Pai, preciso hoje de tua especial proteção!

Nada em minha vida desenrola-se da forma como prevista ou desejada, qual de mãos frias e invisíveis destroçassem todos os esforços empreendidos, transformando sonhos em poeira, esperanças em decepções, empresas em prejuízo...

A minha volta, Senhor, perturbações sem conta turvam-me os locais por onde transito, seja no lar ou na rua, produzindo um sem números de situações que me entristecem e me constrangem, qual se dantesco séqüito me seguisse os passos, em todos os lugares, sugestionando o ambiente em torno contra mim.

Tenho sofrido, meu Pai, maus tratos repentinos, desrespeitos, afrontas e descortesias de conhecidos e de estranhos, mesmo eu me esforçando em ser gentil e educado, qual se trouxesse repelentes feridas por sobre o corpo, a incomodar aqueles com quem necessito me contatar...

Por mais trabalhe e poupe, o dinheiro é sempre escasso; por mais persiga melhoras, colho invariavelmente os piores resultados, levando-me muitas vezes a duvidar de minha capacidade profissional e pessoal.

Meus dias transcorrem sem colorido e sem euforia porque já não acredito em uma solução a curto prazo para os meus problemas, que não param de crescer... As dívidas se acumulam enquanto vejo objetos indispensáveis ao meu uso, conforto e proteção, como roupas, móveis e outros utensílios caseiros, envelhecendo e estragando-se a pouco e pouco, sem que eu consiga os meios necessários à sua renovação...

Mas o pior, meu Pai, são os pesadelos que me acompanham as noites mal dormidas e onde seres perversos me perseguem, acusando-me de coisas que não fiz. Me odeiam, me humilham, me ferem...

Durante o dia a inquietação que me persegue, impassível, diz-me de sua presença ao meu lado, afligindo-me o coração e turvando minhas esperanças, pois não sei até onde agirão, no propósito de arruinar-me a existência.

Sei bem, Senhor, que se tal fato me ocorre é porque é de seu consentimento e visa sempre a correção de algo que está errado em mim.

Ou quito, talvez assim, grandes dívidas do passado...

No entanto, meu Deus, peço humildemente, se possível, diminua o sofrimento que me atinge hoje, indicando-me o que devo fazer para que meu coração endividado liberte-se do jugo opressor e transforme estes momentos sombrios em atividades benéficas não só a mim mas também ao meu semelhante.

Não sou ser nocivo e posso viver em liberdade, amando e respeitando o meio em que vivo. Por isso acredito que também posso reformar-me por outros meios que não este, sempre deprimente e doloroso.

Porém, se apenas testas-me a fé a confiança em teus desígnios, ajuda-me a fortalecer e a amadurecer o espírito, para que o indiferença ou o descrédito em teu amor não mais me afastem de Ti.

Abençoa-me, Pai, protege-me de todo mal! Perdoa meus erros e meus desacertos, minhas fugas e minhas indisciplinas, e me guarda de infringir tua Lei através de atos nascidos da revolta e da inconformação!

Perdoa meus algozes também, levando até eles a minha prece e meus melhores pensamentos de paz. Que meu perdão sincero possa tocar, de alguma forma, seus corações, levando-os a repensar sua posição de hostilidade para comigo e melhorando-se dessa forma, igualmente.

Ampara a todos nós, Senhor, e derrama sobre os nossos erros a tua luz e o teu amor, para que momentos quais o que vivo tornem-se cada vez mais raros sobre a Terra, colocando um ponto final em tais movimentos infelizes e que, certamente, não acontecem por natural necessidade, mas devido às nossas imperfeições morais e à nossa dureza de coração.

Assim seja!

O PROBLEMA DA MEDIUNIDADE



O PROBLEMA DA MEDIUNIDADE
O dom da mediunidade não é especial e exclusivo dos espíritas, razão pela qual vemos, freqüentemente, adeptos de outras religiões e indivíduos sem religião alguma demonstrarem a posse de faculdades mediúnicas, embora não compreendam nem interpretem corretamente as ocorrências de caráter mediúnico verificadas em seu ambiente. Ignorando a natureza de sua sensibilidade nervosa, emprestam-lhe açodadamente origem patológica, quando deverimn examiná-las com maior serenidade, a fim de situá-las na classificação adequada e correta. Conhecemos pessoas católicas, inegavelmente portadoras de mediunidade, que acham graça e sorriem com descrença quando se lhes diz que são médiuns. Entendem que isso é impossível, por incompatível com o credo a que estão ligadas. Em virtude desse grave erro de apreciação, algumas se vêem, em determinadas ocasiões, envolvidas por perturbações caracteristicamente psíquicas, oriundas da mediunidade retida, contida por preconceitos, mas que poderá de um momento para outro expandir-se, até mesmo com conseqüências dignas de cuidado.
A "retenção da mediunidade" constitui ameaça à segurança do médium, antena que ele é, suscetível de atrair e captar ondas de força psíquica, impedindo, por falta de desenvolvimento, que essas ondas sejam distribuídas naturalmente, numa como que operação de descarga fluídica, necessária ao equilíbrio psíquico do médium. A acumulação de força psíquica exige o trabalho de dispersão metódica capaz de não perturbar esse equilíbrio, o que seria problemático no caso de se verificar uma expansão descontrolada da energia acumulada. Eis por que tanto é indispensável que o médium se desenvolva e exerça metodicamente seu mister, como que evite trabalhar em excesso, para não prejudicar a saúde e a mediunidade.
É essencial que haja sempre harmonia, isto é, equilíbrio. A "retenção da mediunidade" provoca uma sobrecarga no sistema nervoso, responsável por certas atitudes irrefreadas. Os recalques e complexos, tão citados, por figurarem na nomenclatura de um método de psicologia que vai passando de moda, podem também ter como causa a "retenção da mediunidade" . Para se imaginar a pressão suportada pelo sistema nervoso, em virtude da força psíquica retida e desaproveitada, imaginemos o que sucede a uma represa, cujas águas forçam as margens à medida que vão crescendo, ameaçando romper-lhe as paredes e a comporta que impede sua liberação.
Quando isto se verifica, é de se temer a violência da irrupção das águas, capaz de destruir tudo quanto se lhe antepuser. Certos casos de desequilíbrio mental decorrem da falta de desenvolvimento mediúnico, da ausência de emprego metódico da força psíquica acumulada pelo médium. Em vez de o Espiritismo ser, como seus gratuitos inimigos soem dizer, causa de loucura, a verdade é que ele evita a loucura, desde que o médium ohserve atentamente o regime estabelecido em "O Livro dos Médiuns", de AlIan Kardec, desenvolvendo dia-a-dia sua capacidade mediúnica e aprendendo, assim, a controlar e aplicar utilmente a força psíquica que recebe e acumula.
Temos insistentemente, podemos dizer mesmo - impertinentemente - chamado a atenção de pessoas que possuem mediunidade em estado latente e de médiuns incipientes, para a conveniência de se exercitarem com método, sob as vistas de um orientador experimentado e criterioso. Quase sempre o médium é refratário a ponderações nesse sentido e avesso à disciplina necessária à consecução do êxito. Outros, ainda não pertencentes à comunidade espírita, supõem que é o proselitismo que nos faz admitir a existência de sua mediunidade ou que se pretende fazê-lo abandonar a religião em que se encontra para adotar a religião espírita. Puro erro. Se o indivíduo desconhece ser portador de mediunidade e se mostra indiferente, por preguiça mental, ignorância ou aversão ao Espiritismo, a situação se agrava, pela dificuldade de se lhe oferecer defesa e não nos surpreendemos sempre que vemos alguém assediado por agitações nervosas e distúrbios que se definem como procedentes da "retenção da mediunidade".


Quem estuda a Doutrina Espírita sabe a que perigos está exposto o médium negligente ou ignorante dos meios de defesa contra a ação de Espíritos malévolos. Não são poucas as pessoas que, embora reconhecendo ser médiuns, fogem da tarefa que os aguarda, porque a consideram sacrificanle. Entretanto, quanta beleza há no trabalho mediúnico, principalmente no campo da caridade! Há os que preferem os prazeres mundanos, as frivolidades, ao esforço que beneficia sua personalidade espiritual. Felizmente, outros, conscientemente voltados para os deveres, consideram sagradas as horas do exercício de sua mediunidade. Chova ou não, comparecem pontualmente às sessões e experimentam sincero contentamento em concorrer para o bem de outrem. Estes são os médiuns verdadeiramente integrados na Doutrina Espírita. Aceitam e executam suas obrigações, absolutamente convencidos da natureza elevada de seu trabalho, porque a mediunidade quase sempre pode ser interpretada como incumbência aceita antes da reencarnação, e que deve, por conseguinte, ser integralmenle satisfeita.
O bom médium mantém o equilíbrio a que já nos referimos. Não se deixa fanatizar, porque encontra no estudo da Doutrina Espírita a orientação que precisa seguir. Afirmar-se que alguém é ou não médium, semelha arrojada assertiva. Como podemos negar que tal ou qual indivíduo não seja médium, se a mediunidade se reveste de inúmeras características? O fato de não se verificar o transe ou de não serem percebidas certas vibrações não quer dizer que não haja mediunidade. "Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns" ("O Livro dos Médiuns" - Cap. XIV). A mediunidade não é um prêmio concedido ao Espírito encarnado, mas uma oportunidade oferecida para que ele alcance mais depressa a evolução colimada, através de tarefas que demandam boa vontade, perseverança, devotamento, renúncia e conduta fraterna.
Na maioria dos casos, o Espírito reencarna porque ainda tem débitos a amortizar ou resgatar. Nestas condições, a mediunidade é um compromisso de trabalho que, devidamente cumprido, permitirá a conquista de melhores níveis espirituais. Cada boa ação pode ser um "bonus-crédito", como aqueles de que nos falou André Luiz. Fácil se torna compreender a importância de uma conduta moral elevada do médium. Uma vida terrena sóbria, tanto quanto baseada nos ensinamentos evangélicos, oferece encantos incomparáveis. Supor-se a desnecessidade do amparo evangélico é lamentável equívoco. O médium pode trabalhar sem orientação evangélica, mas não encontrará jamais o amparo e a segurança que têm aqueles que se colocam sob as normas do Bem, tão hem expostas por Jesus.

Fora de dúvida, o exercício da mediunidade e o grau deste podem prescindir também do valor moral do médium, mas a verdade incontestável é que o médium de vida moral irregular e inferior jamais poderá equiparar-se ao médium de vida moral limpa e fiel aos princípios evangélicos. Um poderá encontrar escolhos intransponíveis e ver malogrados os seus esforços, enquanto que o outro se sentirá fortemente amparado pelas forças superiores do Invisível.
Ninguém é médium por acaso, ninguém exerce a mediunidade sem responsabilidade. O estudo da Doutrina Espírita, hoje, amanhã e sempre, porque há sempre o que aprender, por mais que leiamos, é a bússola do médium. A mediunidade é um ponto de referência no Além e, consoante a Lei das Afinidades, poderá o médium atrair forças benéficas e, portanto, positivas, ou forças maléficas e, conseqüentemente, negativas. O bom exercício das tarefas mediúnicas oferece compensações morais e espirituais indescritíveis, o que não sucede quando as tarefas são abandonadas ou negligenciadas, mal cumpridas ou realizadas com propósitos inferiores.
Indalício Mendes